quinta-feira, 1 de junho de 2017

Concursos Literários do Mês de Junho de 2017




Concursos Literários do Mês de Junho de 2017 

Confira também a lista completa dos Concursos do Ano e a lista das Seleções Permanentes.

As datas nos tópicos referem-se ao prazo limite para realizar a inscrição.

Legenda:
$ - Prêmio em dinheiro
@ - Inscrição pela internet
# - Voltado a público restrito


Lista dos concursos em aberto - Junho



* Se ainda der tempo, confira os concursos do Final do Mês anterior.

* Confira também os Concursos do Ano, a lista das Seleções Permanentes e o site Falando de Trova.

Legenda:
$ - Prêmio em dinheiro          @ - Inscrição pela internet          # - Voltado a público restrito

As datas nos tópicos referem-se ao prazo limite para realizar a inscrição.

Junho


05.06.2017 - 3º Prêmio Escriba de Crônicas (@ - $)

09.06.2017 - XL Concurso Literário Felippe D'Oliveira (#Brasil - Conto, Crônica e Poesia - $)

09.06.2017 - 15° Prêmio Literário Paulo Setúbal (#Brasil - $)

12.06.2017 - Concurso Literário Cidade Sombria (#GO - @ - $)

12.06.2017 - Prêmio Cataratas (#Brasil - @ - Contos e Poesias)

15.06.2017 - IV Concurso Literário UNIBAVE (#Orleans-SC)

14.06.2017 - Prêmio Cidade de Belo Horizonte (#Brasil - Livros Inéditos /- Contos e Poesias - $)

15.06.2017 - Revista Vacatussa n.º 12 (@ - $)

15.06.2017 - I Prêmio FLIBO de Literatura (#Brasil - @)

16.06.2017 - Prémio Literário Orlando Gonçalves - 20ª edição (Livros Inéditos - $)

20.06.2017 - XXV Concurso da Academia de Letras de São João da Boa Vista (Prosa e Poesia - @)

30.06.2017 - Antologia - Concurso Literário Mulheres Contistas (# - @)

30.06.2017 - Prêmio Pólen de Literatura (#Brasil - $)

30.06.2017 - VI Concurso de Poesias SESC Piedade (#NE-BR - $)

30.06.2017 - 1º Concurso Literário Abrace um Autor (@)

30.06.2017 - e-Antologia - Contos da Taverna (@)

30.06.2017 - XI Concurso Poesiarte (@)

30.06.2017 - e-Antologia - 2º Concurso Literário da Revista Litere-se (Microcontos - @)

30.06.2017 - Prêmio Literário da AMULMIG (Poesias e Prosas)

30.06.2017 - II Concurso ALAP “Paranavaí Literária” (#Brasil - @ - Poesias e Microcontos)

30.06.2017 - Prémio Internacional Books&Movies ($)

30.06.2017 - Prêmio Sesc de Crônicas Rubem Braga (#Brasil - $)

30.06.2017 - Prêmio SESC de Contos Machado de Assis (#Brasil - $)

30.06.2017 - 1º Concurso Novos Talentos da Literatura ”José Endoença Martins” (Obras inéditas: Romances, Contos, Poemas, Infantojuvenil, HQ)

domingo, 28 de maio de 2017

Karingana Wa Karingana - Descortinando José Craveirinha (poeta)


Baía de Maputo, Moçambique 

Quando o poeta nasce, se espalha. Ele nasce como todos e um dia descobre que tem olhos defeituosos, não consegue enxergar as cores como todos, não vê tons de peles como separação, a vida totalmente cinza, situações pretas. Muitas vezes pensam que ele tem olhos de gato, pois vê tudo, onde outros só vêm nada. Por isso ele luta contra quem açoita qualquer virtude humana, nunca deixando que outro de seu igual, lhe diga que é inferior. Ele resiste e mostra com atitudes e as palavras advindas, do que é feito o poeta.

Karingana wa karingana, José Craveirinha...

Joakim Antonio



KARINGANA UA KARINGANA*

Este jeito
de contar as nossas coisas
à maneira simples das profecias
— Karingana ua Karingana —
é que faz o poeta sentir-se
gente.

E nem
de outra forma se inventa
o que é propriedade dos poetas
nem em plena vida se transforma
a visão do que parece impossível
em sonho do que vai ser.

— Karingana!


*Obs. Fórmula clássica de iniciar um conto e que possui o mesmo significado de “Era uma vez”.



José João Craveirinha (Lourenço Marques, 28 de Maio de 1922 — Maputo, 6 de Fevereiro de 2003) é considerado o poeta maior de Moçambique. Em 1991, tornou-se o primeiro autor africano galardoado com o Prémio Camões, o mais importante prémio literário da língua portuguesa.

Autobiografia
«Nasci a primeira vez em 28 de Maio de 1922. Isto num domingo. Chamaram-me Sontinho, diminutivo de Sonto. Isto por parte da minha mãe, claro. Por parte do meu pai, fiquei José. Aonde? Na Av. Do Zihlahla, entre o Alto Maé e como quem vai para o Xipamanine. Bairros de quem? Bairros de pobres.
Nasci a segunda vez quando me fizeram descobrir que era mulato…

A seguir, fui nascendo à medida das circunstâncias impostas pelos outros.

Quando o meu pai foi de vez, tive outro pai: seu irmão.

E a partir de cada nascimento, eu tinha a felicidade de ver um problema a menos e um dilema a mais. Por isso, muito cedo, a terra natal em termos de Pátria e de opção. Quando a minha mãe foi de vez, outra mãe: Moçambique.

A opção por causa do meu pai branco e da minha mãe preta.

Nasci ainda outra vez no jornal O Brado Africano. No mesmo em que também nasceram Rui de Noronha e Noémia de Sousa.

Muito desporto marcou-me o corpo e o espírito. Esforço, competição, vitória e derrota, sacrifício até à exaustão. Temperado por tudo isso.

Talvez por causa do meu pai, mais agnóstico do que ateu. Talvez por causa do meu pai, encontrando no Amor a sublimação de tudo. Mesmo da Pátria. Ou antes: principalmente da Pátria. Por parte de minha mãe, só resignação.

Uma luta incessante comigo próprio. Autodidacta.

Minha grande aventura: ser pai. Depois, eu casado. Mas casado quando quis. E como quis.
Escrever poemas, o meu refúgio, o meu País também. Uma necessidade angustiosa e urgente de ser cidadão desse País, muitas vezes, altas horas a noite.» Fonte: Wikipédia
Obs.: Optei por deixar apenas as próprias palavras de José Craveirinha, pois há muito na rede para se pesquisar sobre ele, para um começo indico o ótimo site do poeta Antonio Miranda

Imagem usada na montagem: Radiating glow by Grevys, Baía de Maputo, Moçambique

sábado, 27 de maio de 2017

Dançatriz - Descortinando Isadora Duncan (bailarina)

Isadora Duncan  by Arnold Genthe


Dança sem regras
com a alma
calma e absorta
em si

Dança sem pudor
com a natureza
crua e nua
em ti

Dança sem platéia
com a música
lenta ou não
em nós

Joakim Antonio



Desde o início nada mais fiz do que dançar a vida.
Criança, dançava a alegria espontânea dos seres em crescimento.
Adolescente, dancei com uma alegria que se transformava em apreensão diante das correntes obscuras e  trágicas que começava a lobrigar no meu caminho.
Apreensão da brutalidade implacável da vida e da sua marcha esmagadora.
Isadora Duncan


Angela Isadora Duncan (São Francisco, 27 de maio de 1877 – Nice, 14 de setembro de1927) foi uma bailarina dos Estados Unidos. 
Considerada a pioneira da dança moderna, causou polêmica ao ignorar todas as técnicas do balé clássico. Sua dança foi inspirada pelas figuras das dançarinas nos vasos gregos.
Sua proposta de dança era algo completamente diferente do usual, com movimentos improvisados, inspirados, também, nos movimentos da natureza: vento, plantas, entre outros. Os cabelos meio soltos e os pés descalços também faziam parte da personalidade profissional da dançarina. Sua vestimenta era leve, eram túnicas, assim como as das figuras dos vasos gregos.
O cenário simples, era composto apenas por uma cortina azul. Outro ponto forte na dança de Isadora é que ela utilizava músicas até então tidas apenas como para apreciação auditiva. Ela dançava ao som de Chopin e Wagner e a expressividade pessoal e improvisação estavam sempre presentes no seu estilo.
No ano de 1916 ela veio ao Brasil e se apresentou no Teatro Municipal, no Rio de Janeiro, nesta época ela estava com 38 anos de idade. Fonte: Wikipédia

Obs.: Algumas fontes que encontrei, tanto nacionais como internacionais, citam como data de nascimento 26 de maio e pude notar que muitos sites, inclusive o Isadora Duncan Dance Foundation, citam apenas o ano de nascimento 1877. 

sexta-feira, 26 de maio de 2017

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