sábado, 30 de junho de 2012

Coração de guerreiro




Por mais que goste do combate, o guerreiro para e contempla. Mesmo na certeza da vitória ele analisa se vale a pena. É preciso lutar, há realmente um motivo justo pelo qual lutar, uma união de forças não seria melhor? Há muito ele aprendeu que nem toda vitória é doce, nem toda perda é amarga e que se deixar, o orgulho fala muito mais alto que o coração.

Então ele se isola do mundo e vai para o seu local de descanso, esperando uma reposta dos céus. Cada guerreiro tem um guia específico, conforme sua religião, um emissário, um enviado, um cientista, um animal, um amigo ou total desconhecido. A reposta sempre vem, seja de algo concreto, divino ou apenas de sua mente, coincidência, carma, destino, razão ou intuição.

Alguns conseguem a resposta até em meio a uma guerra, uma multidão, mas esses serão considerados mestres, se já não o são. Mas de mestre a discípulo, de mãe a filho, todos serão respondidos, desde que consigam acalmar a mente e o coração.

Ele pode ter mil vitórias, mas o coração do guerreiro sorri apenas na paz!


Joakim Antonio


Imagem: Homeland by Agnidevi

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Veja bem - Descortinando Antoine Saint-Exupéry (escritor)

O que me interessa, é o que você sentiu

Poemas de amor não dizem nada
calma irei explicar
podemos senti-los, mas não ouvi-los
calma de novo
vamos melhorar a explicação
podemos senti-los
se usarmos a percepção do coração
e nunca iremos ouvi-los
se usarmos apenas a razão
às vezes
sim, pode ser não
não, pode ser sim
talvez, jamais
depende do seu sentimento
percepção, momento
não do agora
mas de uma vida toda
O poema só será de amor
se o seu coração aceitá-lo


Joakim Antonio


"Só se vê bem com o coração. 
O essencial é invisível para os olhos.
Antoine de Saint-Exupéry

quinta-feira, 28 de junho de 2012

A despedida - Descortinando Luigi Pirandello (dramaturgo)

Chegou a hora


Não sei como dizer isso delicadamente, então aí vai. Estou saindo de casa.

Serei eternamente grato, você me deu tudo, me apresentou ao mundo e se tenho algum sucesso, por mínimo que seja, devo tudo a você. Sei que você pode ser considerado mais que um pai, aos olhos alheios você é quase um Deus, mas aos meus, você sou eu.

Nossas histórias se confundem, sou feito do melhor de você, mas como você diz, sem os erros cometidos. Mas isso não me satisfaz. Eu quero ter meus próprios erros, saber o que é ser ovacionado e também deixado de lado, exposto aos holofotes com honras e glórias ou num canto empoeirado, com a única diferença de que serei eu.

Sei que é cruel dizer isso, mas você passará, eu também logicamente, mas você irá primeiro. O quê é isso no seu rosto, um sorriso? Mas é claro, como dizem na terra onde você me criou, estou querendo ensinar o padre nosso ao vigário. Só agora entendi, ou como se diz na internet, LOL. Você  já sabia de tudo, melhor dizendo, tudo já havia sido planejado. É verdade que agora sou praticamente eterno, mas você, só você sabe tudo, afinal como saber mais do que meu criador.

Obrigado por escrever minha história! Ass.: Você?!? Agora fiquei em dúvida.

  
Joakim Antonio  



"Quando um personagem nasce, adquire imediatamente tal independência inclusive do seu próprio autor, que pode ser imaginado por todos em tantas outras situações em que o autor não pensou inseri-lo, e às vezes pode adquirir também um significado que o autor jamais sonhou em dar-lhe!" Luigi Pirandello



Luigi Pirandello (Agrigento, 28 de Junho 1867 — Roma, 10 de Dezembro 1936) foi um dramaturgo, poeta e romancista siciliano.

Foi um grande renovador do teatro, com profundo sentido de humor e grande originalidade. Suas obras mais famosas são: Seis personagens à procura de um autor, Assim é, se lhe parece, Cada um a seu modo e os romances O falecido Matias Pascal, "Um, Nenhum e Cem Mil", "Esta Noite Improvisa-se", etc.

Recebeu o Nobel de Literatura de 1934.

Fonte: Wikipédia

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Brincando pelas veredas - Descortinando João Guimarães Rosa (escritor)


 Somente renovando a língua é que se pode renovar o mundo.

  
  Enquanto achavam que brincava 

estudava a tudo.

Na certeza que estudava 

brincava com as palavras. 

Nunca aprendeu uma nova língua 

continuou a sua. 


Joakim Antonio
  

"Escrevo, e creio que este é o meu aparelho de controle: o idioma português, tal como o usamos no Brasil; entretanto, no fundo, enquanto vou escrevendo, eu traduzo, extraio de muitos outros idiomas. Disso resultam meus livros, escritos em idioma próprio, meu, e pode-se deduzir daí que não me submeto à tirania da gramática e dos dicionários dos outros.

Se tem de haver uma frase feita, eu preferia que me chamassem de reacionário da língua, pois quero voltar a cada dia à origem da língua, lá onde a palavra ainda está nas entranhas da alma, para poder lhe dar luz segundo a minha imagem.

 Eu quero tudo: o mineiro, o brasileiro, o português, o latim, talvez até o esquimó e o tártaro. Queria a linguagem que se falava antes de Babel”. - João Guimarães Rosa

terça-feira, 26 de junho de 2012

Nas nuvens - Descortinando Francisco Otaviano Rosa (poeta)




Ah que mundo lindo
sempre bem tratado
aquecido e protegido

Ah que mundo belo
flores em volta
rosas e papo amarelo 

Ah que mundo perfeito
como se fosse uma nuvem
no meu céu de direito

Ah que mundo único
nasci e morrerei aqui
onde sempre tive tudo

Joakim Antonio 










Ilusões da vida - Francisco O. Rosa  

"Quem passou pela vida em branca nuvem,
 E em plácido repouso adormeceu;
 Quem não sentiu o frio da desgraça,
 Quem passou pela vida e não sofreu;
 Foi espectro de homem, não foi homem,
 Só passou pela vida, não viveu."



Documentário - Graciliano Ramos: literatura sem bijuterias. (Mestres da Literatura)



Sinopse

Preciso na escrita, pontual no conteúdo e refinado na narrativa. Assim pode-se definir Graciliano Ramos, que neste programa é revelado a partir de seu percurso pessoal e literário. Jogando luz sobre sua produção, e analisando a importância do autor dentro da nossa literatura, o documentário é um convite para desvendar um dos mais importantes escritores da língua portuguesa. Seu livro Vidas Secas é aqui esmiuçado por diferentes pontos de vista, revelando a inventiva prosa deste escritor regionalista. Sua produção literária é revisitada e confrontada com sua postura pública e política, e de que modo isso foi traduzido para seu universo literário.


Ficha Técnica

Equipe Polo de Imagem
Roteiro e Direção: Hilton Lacerda
Produção Executiva: Malu Viana Batista
Coordenação de Produção: Marcia Lima
Direção de Fotografia: Ivanildo Machado
Edição: Lessandro Sócrates
Design Gráfico: Eduardo Gurman, Fernando Nogueira
Trilha Sonora Original: Trex/M3
Narração: Tatá Guarnieri

Equipe TV Escola
Direção de Produção: Antonio Augusto Silva
Coordenação de Programação: Rogério Soares
Coordenação de Material Didático: Vera Maria Arantes
Produção: Marilda Cabral

Autor: Ministério da Educação
Categoria: TV Escola - Literatura
Idioma: Português
País: Brasil
Categoria: Educação


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segunda-feira, 25 de junho de 2012

A música venceu - Descortinando João Carlos Martins (maestro)


E se tudo lhe fosse dado
e você
colocado na alturas

Mas fosse tirado
devido a um tombo
inesperado 

Então você
sem se dar por vencido
persistisse e voltasse

Aí um ladrão aparecesse
lhe roubando tudo
todo seu direito

Mas você
versado à música
visse isso como pausa

Um sinal na partitura

Novamente no seu direito
após espetáculos lindos
alguém lhe diz:

Haverá um corte imprevisto

Enquanto muitos desistiriam
você continuaria?

Como se ouvisse Drummond 
na voz de um anjo bachiano

"Vai ser gauche no piano!"

Novamente 
aplaudido, ovacionado
conseguindo manter-se
ser alado

Após algum tempo 
batidas à porta
notícias tristes da vida 
nem certa, nem torta

E se já houvessem 
sessenta anos passados
seria hora de desistir
deixar de lado?

Você faria o que ele fez?
Teria disposição 
de começar tudo outra vez? 


Joakim Antonio  


João Carlos Gandra da Silva Martins (São Paulo, 25 de junho de 1940) é um pianista e maestro brasileiro. É também avaliado como um grande especialista e intérprete da música de Johann Sebastian Bach.

domingo, 24 de junho de 2012

A Moreninha - Descortinando Joaquim Manoel de Macedo (escritor)


Nome doce, romance certo 
Carolina era seu nome
linda pele, sorriso aberto
mistura fina de eras

Olhar negro, rio, espelho
como não se apaixonar
se até o vento vem brincar
com os seus lindos cabelos

Delicada, esperta, bondosa
corpo de índia esculpida
como não compará-la
com a mais bela rosa

Travessa como o beija-flor
inocente como uma boneca
faceira como o pavão
e curiosa como... uma mulher¹

Hoje ela tem vários nomes
sua pele muda de cor
presente em vários livros
todos falando de amor


" Por mais que mude o livro, a história, a capa, o autor, 
todo escritor fala sempre do seu amor!"

Joakim Antonio 


1. A terceira quadra é citação direta do livro, A moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo.

Estudiosos da obra macediana observam que a protagonista do romance, Carolina, é uma clara alusão à personalidade e ao comportamento de Maria Catarina de Abreu Sodré, sua esposa e prima-irmã do poeta Álvares de Azevedo.


Joaquim Manuel de Macedo, jornalista, professor, romancista, poeta, teatrólogo e memorialista, nasceu em Itaboraí, RJ, em 24 de junho de 1820, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 11 de abril de 
1882. É o patrono da Cadeira n. 20, por escolha do fundador Salvador de Mendonça.

Era filho do casal Severino de Macedo Carvalho e Benigna Catarina da Conceição. Formado em Medicina pela Faculdade do Rio de Janeiro, clinicou algum tempo no interior do estado do Rio. No mesmo ano da formatura (1844), publicou A Moreninha, que lhe deu fama instantânea e constituiu uma pequena revolução literária, inaugurando a voga do romance nacional. Alguns estudiosos consideram que a heroína do livro é uma clara transposição da sua namorada, e futura mulher, Maria Catarina de Abreu Sodré, prima-irmã de Álvares de Azevedo. Em 1849, fundou com Araújo Porto-Alegre e Gonçalves Dias a revista Guanabara, onde apareceu grande parte do seu poema-romance A Nebulosa, que alguns críticos consideram um dos melhores do Romantismo. 

Voltou ao Rio, abandonou a medicina e foi professor de História e Geografia do Brasil no Colégio Pedro II. Era muito ligado à Família Imperial, tendo sido professor dos filhos da princesa Isabel. Militou no Partido Liberal, servindo-o com lealdade e firmeza de princípios, como o provam seus discursos parlamentares. Foi deputado provincial (1850, 1853, 1854-59) e deputado geral (1864-68 e 1873-81). Membro muito ativo do Instituto Histórico (desde 1845) e do Conselho Diretor da Instrução Pública da Corte (1866). Nos últimos anos, sofreu de decadência das faculdades mentais, falecendo antes de completar 62 anos.

Foi ativa e fecunda a sua carreira intelectual nas várias atividades que exerceu. Um dos fundadores do romance brasileiro, foi considerado em vida uma das maiores figuras da literatura contemporânea e, até o êxito de José de Alencar, o principal romancista. O memorialista ainda é lido com interesse nas Memórias da rua do Ouvidor e Um passeio pela cidade do Rio de Janeiro. Foi no romance, entretanto, que Macedo conseguiu perdurar. Suas histórias evocam aspectos da vida carioca na segunda metade do século XIX, com simplicidade de estilo, senso de observação dos costumes e da vida familiar.

Fonte: ABL - Academia Brasileira de Letras


Imagem 1: Larissa by Balduf

sábado, 23 de junho de 2012

A carta - Retratos da Alma







A carta, coluna Palavra Expressa no site Retratos da Alma 




Assim te escrevo uma carta

para que você possa

guardá-la, rasgá-la, queimá-la ou aguá-la 

uma carta

que já chega molhada


podendo fazer o que eu não fiz....





Clique abaixo para ler o texto completo



sexta-feira, 22 de junho de 2012

Hermético compreensível - Descortinando Hermeto Pascoal (compositor)


Hermeto é hermético
para muitos
consciência espacial
remédio natural
para todos

Assobia feito passarinho
canta feito lavadeira
mistura fina e pura
de criança arteira
ao contrário do dito
não tira som de tudo

Ele nos dá

Ao tirar tampões
de ouvidos preguiçosos
mal acostumados
por gostos fabricados
o que sempre esteve
se apresenta

E a nossa vida
passa a ter
um novo
tom

Joakim Antonio 

Os sons da natureza o fascinaram desde pequeno. A partir de um cano de mamona de jerimum (abóbora), fazia um pífano e ficava tocando para os passarinhos.  

Hermeto Pascoal (Lagoa da Canoa, 22 de junho de 1936) é um compositor arranjador e multi-instrumentista brasileiro (toca acordeão, flauta, piano, saxofone, trompete, bombardino, escaleta, violão e diversos outros instrumentos musicais).
Ao ir para a lagoa, passava horas tocando com a água. O que sobrava de material do seu avô ferreiro, ele pendurava num varal e ficava tirando sons. Até o 8 baixos de seu pai, de sete para oito anos, ele resolveu experimentar e não parou mais.
Atualmente, Hermeto Pascoal apresenta-se com cinco formações: Hermeto Pascoal e Grupo, Hermeto Pascoal e Aline Morena, Hermeto Pascoal Solo, Hermeto Pascoal e Big Band e Hermeto Pascoal e Orquestra Sinfônica.
Calendário do Som
De 23 de junho de 1996 a 22 de junho de 1997, registrou uma composição por dia, onde quer que estivesse. Essas composições fazem parte do Calendário do Som, livro de 414 páginas lançado em 1999 pela Editora Senac. O objetivo é homenagear todos os aniversariantes do mundo, incluindo uma canção a mais, para os que haviam nascido em ano bissexto.
As partituras manuscritas por Hermeto foram digitalizadas fielmente por Becca Lopes, mantendo a originalidade com a qual o músico e compositor escreveu, sem qualquer tipo de alteração gráfica. Em cada uma das 366 partituras, Hermeto faz um comentário ou reflexão afetuosa sobre amigos, familiares, músicos, seu Fluminense Football Club e objetos em geral, sempre finalizando com a frase “Tudo de bom sempre”.
Na imagem ao lado, a partitura para o dia de hoje, quer saber a sua? Vá até o site de Hermeto e descubra: Clique aqui

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Giramundo teatro de bonecos - Poema Cobra Norato, Raul Bopp



Honorato é, segundo uma lenda do Pará, um rapaz encantado em uma cobra-grande, que habita o fundo do rio e que a noite vira gente novamente.

Esta lenda produziu uma obra-prima da moderna literatura brasileira, Cobra Norato, de Raul Bopp.

Cobra Norato é o primeiro livro de poesias do poeta modernista brasileiro Raul Bopp e a obra-prima deste, publicado em 1931. Inspirado no movimento antropofágico, trata-se de um drama épico e mitológico situado nas selvas da Amazônia. Seus poemas de verso livre incorporam elementos do folclore e da fala regional, fundindo imagens originais com o ritmo tenso, sintético, sincopado, quase telegráfico.

Raul Bopp (Vila Pinhal, 4 de agosto de 1898 — Rio de Janeiro, 2 de junho de 1984) foi um poeta modernista e diplomata brasileiro, tendo participado da Semana de Arte Moderna ao lado dos amigos Tarsila do Amaral e Oswald de Andrade. 
Seu livro Cobra Norato é considerado seu principal livro e obra mais importante do movimento antropofágico. A obra ostenta a grandeza do mundo em formação que é o Amazonas. Pela força de suas descrições, pelo lirismo que informa o poema, pelo seu aproveitamento das raízes populares, é um documento de valor definitivo do Modernismo brasileiro. Sendo uma importante obra relacionada ao Primitivismo do primeiro modernismo brasileiro, apresenta forma inspirada nas vanguardas europeias, especialmente na forma de compôr cubista.

Título: Giramundo teatro de bonecos, Cobra Norato
Autor: Ministério da Educação
Categoria: TV Escola - Literatura
Idioma: Português
País: Brasil






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quarta-feira, 20 de junho de 2012

À prova

Semana de prova 


Será prova 
ser a prova 

Se reprova 
se a prova 
me reprova 

Se aprova 
se a prova 
me aprova 

Ser a prova 
será prova 



Joakim Antonio



Imagem: Study by Deggial84

terça-feira, 19 de junho de 2012

No reino de Ávila - Descortinando Affonso Ávila (poeta)


Ainda existem reis de palavra

No reino de Ávila
cercado de palavras
em vanguarda
não há vilão

No reino de Ávila
há Vila Rica
enfeitada de Ouro Preto
e um Belo Horizonte

No Reino de Ávila
a fauna é rica e única
jabuti de papel
ofusca diamantes

No reino de Ávila
havia e há, todo
o visto e o imaginado
do rei Affonso


Joakim Antonio 

Affonso Ávila (Belo Horizonte MG, 1928) foi  um pesquisador, ensaísta e poeta brasileiro.
É considerado um dos mais importantes poetas brasileiros contemporâneos.
Teve participação ativa em importantes movimentos literários, foi criador do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais e de toda uma linha de pesquisas e ensaios cujo enfoque é o Barroco no Brasil, principalmente do Barroco mineiro.
Foi organizador da Semana de Poesia de Vanguarda, um importante evento realizado em 1963, e vencedor de diversos prêmios – entre eles o Prêmio Jabuti de Literatura, com O visto e o imaginado.
A carreira de Affonso Ávila acumula trabalhos de levantamento e conservação do patrimônio artístico e arquitetônico das cidades históricas mineiras, sendo um dos marcos desse percurso a criação do IEPHA - Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA/MG). 
Fonte: Wikipédia

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Arigatou - Dia da Imigração Japonesa no Brasil



Um obrigado é sempre uma via de mão dupla


Aqui tem samurai nordestino, caboclo oriental, gueixa brasileira, sambista japonesa, carateca baiano e capoeirista oquinawano. Tem poetas recitando haikai em português e cordel em japonês, bebendo caipirinha de sakê e comendo arroz grudadinho com feijão mulatinho. Tem feijoada na academia após graduação de faixa preta paulista filho de nordestino, formado por mestre japonês mistura de italiano, alemão, índio e português. Só aqui nações misturam-se tanto que não há mais distinção, nem preconceito, somos todos povo brasileiro.

Este ano comemoramos 104 anos de amizade, luta e ajuda mútua entre Brasil e Japão, dois gigantes e um só coração.

Um dia, em uma comemoração na Liberdade, vi nossos irmãos agradecendo a acolhida recebida, mas o obrigado é uma via de mão dupla, ganha mais quem dá, que quem recebe, no caso nós também devemos dizer obrigado, ou melhor,

ARIGATOU! 

Joakim Antonio



18 de junho de 1908 aportava em Santos o navio Kasato Maru, trazendo o primeiro grupo de imigrantes japoneses vinculados ao acordo estabelecido entre o Brasil e o Japão.

Influência da imigração japonesa no Brasil
Os imigrantes japoneses aperfeiçoaram as técnicas agrícolas e de pesca dos brasileiros. É notável o seu trabalho na aclimatação ou desenvolvimento de vários tipos de frutas e vegetais antes desconhecidos no Brasil, no total trouxeram mais de 50 tipos de alimentos, entre os quais o caqui, a maçã Fuji, mexerica poncã e o morango. Além dos alimentos trazidos pelos imigrantes japoneses no Brasil destaca-se também a grande expansão da avicultura brasileira que só cresceu de vez quando foram trazidas aves-matrizes do Japão e com a experiência dos imigrantes japoneses nas granjas.
A diáspora japonesa forneceu uma porta de entrada para a influência cultural japonesa no Brasil que se destaca na tecnologia agrícola, culinária, esportes: judô, aikidô, jiu-jitsu, caratê, kendô, sumô, gateball e apesar de o beisebol já ser praticado antes da chegada dos imigrantes japoneses foi através desses imigrantes que se deve o desenvolvimento do Beisebol no Brasil. Mangás, seriados de televisão (como os animes) e outros aspectos.
O bairro paulistano da Liberdade representa um pedaço do Japão com vários pórticos vermelhos de templos xintoístas. Restaurantes de yakisoba, sushi e sashimi competem com os karaokês e supermercados nos quais se pode comprar o nattō e vários tipos de molho de soja.
Até mesmo o drinque brasileiro mais famoso, a caipirinha, ganhou uma versão japonesa com saquê: a sakerinha. Fonte: Wikipédia  
Imagem 2: Kasato Maru, 1908. Acervo do Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil (MHIJB-SP)

domingo, 17 de junho de 2012

Documentário - Rachel de Queiroz: não me deixes. (Mestres da Literatura)





Sinopse

O documentário Rachel de Queiroz: Não Me Deixes mostra, num relato sutil e íntimo, um perfil das facetas menos conhecidas da escritora, além de traçar sua trajetória, do interior do Ceará para o mundo. Pelo olhar e pelas palavras de familiares, amigos, e de especialistas em sua obra, descortinam-se todas as características pelas quais ela se tornou célebre: suas raízes, sua formação, seu pioneirismo como escritora de forte cunho regional e seu aguçado senso em desvendar a alma feminina. Passeando pelos lugares por onde Rachel viveu, e conversando com pessoas queridas a ela, o documentário pretende mostrar o quanto da força de seu texto vem da importância dessas vivências.

Ficha Técnica

Equipe TAL
Roteiro e Direção: Cecília Araújo
Produção Executiva: Malu Viana Batista
Coordenação de Produção: Clara Ramos
Direção de Fotografia: Ivanildo Machado
Edição: Felipe Macedo
Design Gráfico: Deborah Guerra
Música Origina: lCacá Machado

Equipe TV Escola
Ministério da Educação
Departamento de Produção e Capacitação em Programas de Educação a Distância
Coordenação-Geral de Produção de Programas em Radiodifusão

Produção TV Escola
Alexandre Fischgold
Érico Monnerat





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sábado, 16 de junho de 2012

Rhyme and Poetry - Descortinando Tupac Shakur (poeta)

Me dê forças senhor, eu tenho um plano.

Dizem que estou vivo
dizem que estou morto
alguns gostariam
que eu já viesse natimorto
Outros desejavam
que eu nem existisse
fosse mudo, cego, surdo
as diversas sandices
Dos senhores desse mundo
pessoas normais
em suas vidas banais
gastando mundo e fundos
em objetos pessoais
Pouco se lixando
para fora dos quintais
independente da cor
não importando a raça
Porque quando fica rico
vem a grande trapaça
outra classe, outra cara
uma nova humanidade
muitos sorrisos plásticos
e toda falsidade
Mãos verdes estendidas
para mãos coloridas
com ouro, pedra e jóias
vindas das pobres marmitas
dos trabalhadores braçais
poucas vezes lembrados
vindas do trabalho suado
daquele maltrapilho
sujeito de unhas sujas
consertando objetos
deles e dos filhos

Foi assim, sempre será?
serras peladas vendendo
seu corpo na estrada

Foi assim, sempre será?
escravos da moda
pela mídia indicada

Vivo eu não estou
morto não serei
meu nome é 2pac
e eu ainda sou

Joakim Antonio





(Poem) IN THE EVEN OF MY DEMISETupac Shakur
In the event of my Demise
when my heart can beat no more
I Hope I Die For A Principle
or A Belief that
I had Lived 4
I will die Before
My Time Because
I feel the shadow's Depth
so much I wanted 2 accomplish
before I reached my Death
I have come 2 grips with the possibility
and wiped the last tear from My eyes
I Loved All who were Positive
In the event of my Demise

Tradução: 

No caso de eu morrer quando meu coração não mais bater
Espero ter morrido por um princípio
Ou por algo que eu tenha dedicado minha vida
Eu irei morrer antes da minha hora
Porque sinto a sombra da morte perto de mim
Tantas coisas que eu gostaria de ter feito
Antes de te chegado a minha morte
E achei que teria essa possibilidade
E limpei a última lágrima dos meus olhos
Eu amei todos que foram positivos
No caso de eu morrer



Tupac Amaru Shakur (Nova Iorque, 16 de junho de 1971 - Las Vegas, 13 de setembro de 1996), mais conhecido pelos seus nomes artísticos 2Pac, Makaveli ou apenas Pac, foi um rapper estadunidense. Críticos e membros da indústria fonográfica o nomeiam como o maior Rapper de todos os tempos. Em 2010, ele já havia vendido pelo menos 75 milhões de cópias pelo mundo. Além de ser músico, Tupac também foi ator e ativista social. A maioria das suas canções trata sobre como crescer no meio da violência e da miséria nos guetos, o racismo, os problemas da sociedade e os conflitos com os outros rappers. O trabalho de Shakur é conhecido por defender a igualdade política, econômica, social e racial. Antes de entrar para a carreira artística, ele foi poeta e era um roadie e dançarino de hip hop alternativo.

Poesia


O poema do post, faz parte do livro "The Rose that grew from concrete". O livro contém 71 poemas escritos por Tupac, que começou a escrevê-los com dezoito anos de idade.
Com doze anos de idade, Shakur se matriculou na 127th Street Repertory Ensemble do Harlem, um grupo de teatro, e foi escolhido como o personagem Travis Younger na peça A Raising in the Sun, que foi performada no Apollo Theater. Em 1986, sua família se muda para Baltimore, Maryland. Depois de completar seu segundo ano na Paul Laurence Dunbar High School, ele foi transferido para a Baltimore School for the Arts, onde ele estudou atuação, poesia, jazz e balé. Ele atuou em algumas peças de Shakespeare e também atuou como o Rei das Ratazanas em o Quebra-Nozes.

Shakur, acompanhado de seu amigo Dana "Mouse" Smith, seu beatboxer, ganhou na maioria das competições de rap em que participou e era considerado o melhor rapper da escola. Ele também foi lembrado como uma das crianças mais populares da escola devido ao seu senso de humor, habilidades de rap superiores, e capacidade de se misturar com todas as turmas. Pac também desenvolveu uma forte amizade com uma jovem Jada Pinkett (mais tarde Jada Pinkett Smith, após se casar com Will Smith), que durou até sua morte. Um poema escrito por 2Pac intitulado "Jada" apareceu em seu livro The Rose That Grew From Concrete, que incluia outro poema dedicado a ela chamado "The Tears in Cupid's Eyes".

Em Junho de 1988, Tupac e sua família se mudaram mais uma vez, dessa vez para Marin City, na Bay Area da California, onde ele estudou na Tamalpais High School. Ele começou a frequentar as aulas de poesia de Leila Steinberg em 1989, que acabou se tornando sua mentora e empresária. Naquele mesmo ano, Steinberg organizou um concerto com uma ex-banda de Shakur, Strictly Dope; aquele show o levou a assinar um contrato com Atron Gregory que o colocou como roadie e dançarino do grupo de rap Digital Underground. Enquanto morando em Marin City, Tupac se envolveu com tráfico de drogas e devido a discussões com sua mãe, acabou saindo de casa e ficando sem teto por algum tempo, indo morar frequentemente na casa de amigos e de seu irmão Mopreme em Oakland.

Em 2004 foi lançado o livro, Inside A Thug’s Heart, que compila cartas e poemas escritos por Tupac Shakur (1971-1996) durante o período em que o rapper esteve detido em Rikers Island (EUA), em 1995, após ser julgado culpado em caso de agressão sexual. As correspondências eram trocadas com a atriz, modelo e roteirista Angela Ardis, que assina o texto do livro.


Curiosidades

Tupac gostava de vários artistas na músicas, incluindo Eric Clapton, Tracy Chapman, Jimi Hendrix e Muddy Waters. Ele costumava chamar Tracy Champan de uma "Verdadeira Poetisa".

Uma das peças musicais favorita de Tupac era Les Miserables. Ele foi ver uma vez essa peça com sua então namorada Keisha Morris.

Tupac tem um letra de rap na parede da livraria Enoch Pratt Free em Baltimore. Ela fica ao lado de uma poesia de Edgar Allan Poe.

O poema de Tupac "Nothing can come between us," foi escrito para seu amigo John Cole, o qual Tupac chamava de "White Boy John".

Tupac está no Guinness Book como o rapper mais bem sucedido da história.

Fontes: 2pac.comWikipédia, 2pac Brasil



Cabra da peste - Descortinando Ariano Suassuna (escritor)

Esse cabra da peste é um mestre

O cordel é interessante
conta bem qualquer história
de princesa a toda gente
basta puxar da memória
do tempo do seu vigário
até os tempos de agora

Tem história cabeluda
de tesouro enterrado
tem de fada e de bruxa
com final destrambelhado
de alegria e tristeza
cantada por iletrados

Seu Suassuna nasceu
em junho de vinte sete
na Capital das Acácias
do nosso lindo nordeste
já chegou cordeliando
eita que cabra da peste

Da cultura do nordeste
virou grande defensor
usando da sua pena
escreveu sobre a dor
que aflige toda gente
desse sertão sofredor

Trouxe muitas alegrias
pra esse povo de aço
que resiste bravamente
e lhe mandam um abraço
todo Brasil lhe deseja:
Um Feliz Aniversário!

Joakim Antonio


Ariano Vilar Suassuna (João Pessoa, 16 de junho de 1927) é um dramaturgo, romancista e poeta brasileiro, defensor da cultura do Nordeste e autor de Auto da Compadecida e A Pedra do Reino.

Em 1955, Auto da Compadecida o projetou em todo o país. Em 1962, o crítico teatral Sábato Magaldi diria que a peça é "o texto mais popular do moderno teatro brasileiro". Sua obra mais conhecida, já foi montada exaustivamente por grupos de todo o país, além de ter sido adaptada para a televisão e para o cinema.

Seu livro, Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta foi publicado em 1971. É inspirado em um episódio ocorrido no século XIX, no município sertanejo de São José do Belmonte, a 470 quilômetros do Recife. Na época do seu lançamento, o livro foi considerado um marco da literatura nordestina, após o ciclo do romance regional de 1930 e foi adaptada para o cinema, o teatro e a televisão.
A história transformou-se em microssérie exibida pela Rede Globo em homenagem aos 80 anos do escritor. A trama foi exibida entre 12 de junho a 16 de junho de 2007 e sua exibição foi integral nos cinemas.

Desde 1990, ocupa a cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras, cujo patrono é Manuel José de Araújo Porto Alegre, o barão de Santo Ângelo.

Neste ano de 2012, Ariano Suassuna, 84 anos, foi escolhido pelo Senado como “candidato oficial” do Brasil ao prêmio Nobel de Literatura. Fonte: Wikipédia


Imagem 1: Ariano Suassuna colorby SilviodB
Imagem 2: Wikipédia

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Choro antigo


Ele é um veterano da segunda guerra e chora pelos seus antigos amigos mortos, mas chora muito mais ao chegar em casa, ao saber da violência contra os amigos antigos vivos. Também chora com eles, por saber que lutou pela liberdade das mesmas pessoas que agora, sem respeito, os aprisionam a um novo medo.

Joakim Antonio


Imagem: Tears of the veteran by Dmitrybulletdodger



O Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, a ser observado em 15 de junho de cada ano, foi instituído em 2006 pela Organização das Nações Unidas(ONU) e pela Rede Internacional de Prevenção à Violência à Pessoa Idosa.

O objetivo da data, segundo a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República do Brasil, é "criar uma consciência mundial, social e política, da existência da violência contra a pessoa idosa, além de, ao mesmo tempo, disseminar a idéia de não aceitá-la como normal."



quinta-feira, 14 de junho de 2012

Há um vampiro em Curitiba - Descortinando Dalton Trevisan (escritor)


Desenho feito a partir de relato de testemunhas

Cara olha só o que descobri hoje, saiu no jornal do meu pai.
Ah então eu já sei, não tem nada que eu não saiba de notícia.
Então você já sabia que há um vampiro em Curitiba?
Deixa de falar besteira cara, vampiros não existem.
Mas tá aqui ó, no jornal, vampiro de Curitiba.
Tá bem então, se tem foto, já não é.
Aqui diz que ninguém consegue fotografá-lo.
Tá mas vampiro não sai no sol.
Ninguém o vê de dia. Aliás, aqui diz que ninguém o vê.
Mas não tem vampiro brasileiro não, já viu vampiro moreno cara.
Nada a ver, ele morde só branco agora por acaso? Mas de qualquer jeito ele é pálido e... nossa!!
Que foi? Fala logo que agora você me deixou nervoso.
Deve ser novo, saca só, vampiro não vive muito?
É sim, por que?
Ele está fazendo 86 anos hoje.
Então é verdade, tem um vampiro em Curitiba.
Peraí, não é vampiro que se falar o nome 10 vezes ele aparece? 
E quantas vezes nós falamos?
Vampiro?
Nesse momento a luz se apaga. 

Joakim Antonio

(Texto publicado em virtude da comemoração dos 86 anos de Dalton Trevisan, no dia de hoje ele completa 87 anos de idade.)


Dalton Jérson Trevisan (Curitiba, 14 de junho de 1925) é um escritor brasileiro, famoso por seus livros de contos, especialmente O Vampiro de Curitiba (1965), e por sua natureza reclusa.

É reconhecido como um importante contista da literatura brasileira por grande parte dos críticos do país. Entretanto, é avesso a entrevistas e exposições em órgãos de comunicação social, criando uma atmosfera de mistério em torno de seu nome. Por esse motivo recebeu a alcunha de "Vampiro de Curitiba", nome de um de seus livros. Assina apenas "D. Trevis" e não recebe a visita de estranhos.
Prêmios
Foi eleito por unanimidade vencedor do Prémio Camões de 2012, ano em que também recebeu o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto de sua obra. Fonte: Wikipédia

Promoção - Revista Mostra Plural




"O tema a ser abordado na próxima edição é salutar. Paixão. Essa chama que deve ser mantida sempre acesa. Esse impulso que nos leva contra a nossa vontade para aquilo que mais queremos. É  com toda certeza o melhor nome do desejo e do sofrimento."

Para participar do volume cinco da revista mostra plural basta responder à pergunta:

Em passagem de “A obscena senhora D.” lemos que paixão é a grossa artéria jorrando volúpia e ilusão, é a boca que pronuncia o mundo, púrpura sobre a tua camada de emoções, escarlate sobre a tua vida, paixão é esse aberto do teu peito, e também teu deserto. E para você, o que é paixão?


A resposta deverá ser publicada no espaço para comentários na página do post original clicando no link abaixo, sendo que o participante deverá informar o nome completo e um endereço de e-mail válido. O prazo para participar é até o dia 25 de julho de 2012. O autor da melhor frase, receberá ainda um livro de poesias de Hilda Hilst, além é claro de ter sua frase publicada no volume cinco da revista mostra plural.





Plural é uma publicação bimestral que busca ser uma voz em meio ao silêncio das palavras. Ser mais. Muito mais que um comboio artístico movendo-se no sentido dos trilhos.

Desde o seu surgimento – em novembro de 2011 – buscamos explorar as idéias, formando um grupo que tem por objetivo falar de si, de suas impressões, de seus olhares e sentimentos por cima das coisas demasiadamente humana. Propondo uma pausa acentuada em nosso cotidiano para simplesmente olhar para dentro.

A revista conta com colaboradores que abordam temas diversos: cinema, universo feminino, literatura, música, artes plásticas e claro, seleciona materiais artísticos e literários, dentre os mais variados gêneros – contos, poesias, resenhas, ensaios, fotografias etc. – e os publica em formato impresso e agora também na internet.

E assim estamos construindo uma voz para ser ouvida por todos aqueles que gostam da arte.

Por isso tudo, saímos do singular 
para ser cada vez mais Plural.

Fonte: http://mplural.wordpress.com/2012/06/12/volume-cinco-1/

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Pessoas - Decortinando Fernando Pessoa



Dizem para sermos nós mesmos, senão podemos nos perder por inteiros. Poucos entendem que somos fragmentos de tempo, engrenagens móveis, insubstituíveis é verdade, mas todas trabalhando juntas, nos tornando um só.

Se cada momento nosso pudesse falar, teria uma personalidade própria. Com poucas divisões teríamos, o amoroso, o disciplinado, o alegre, o paciente, o honesto, o sonhador e o racional. Isso falando do lado bom, pois cada um tem sua contra parte, então somando os maus teríamos quatorze.

Agora imagine cuidar de todas essas personalidades. Muito trabalho, não é mesmo?

Alguns perguntam sobre a genialidade de Fernando Pessoa, basta dizer que ele se desmembrou em setenta e duas personalidades, incluindo o próprio, sendo mais conhecidas Alberto Caieiro,  Álvaro de Campos e Ricardo Reis, cada um com sua própria biografia.

Hoje comemora-se o 124° aniversário de Fernando António Nogueira Pessoa (Lisboa, 13 de Junho de 1888 — Lisboa, 30 de Novembro de 1935), mais conhecido como Fernando Pessoa, considerado um dos maiores poetas da Língua Portuguesa, e da Literatura Universal, muitas vezes comparado com Luís de Camões. O crítico literário Harold Bloom considerou a sua obra um "legado da língua portuguesa ao mundo". 

O poema, Se depois de eu morrer, é de Alberto Caieiro uma das pessoas de Fernando.

Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples
Tem só duas datas — a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra todos os dias são meus.

Sou fácil de definir.
Vi como um danado.
Amei as coisas sem sentimento nenhum.
Nunca tive um desejo que não pudesse realizar, porque nunca ceguei.
Mesmo ouvir nunca foi para mim senão um acompanhamento de ver.
Compreendi que as coisas são reais e todas diferentes umas das outras;
Compreendi isto com os olhos, nunca com o pensamento.
Compreender isto com o pensamento seria achá-las todas iguais.

Um dia deu-me o sono como a qualquer criança.
Fechei os olhos e dormi.
Além disso, fui o único poeta da Natureza.



Fernando António Nogueira Pessoa (Lisboa, 13 de Junho de 1888 — Lisboa, 30 de Novembro de 1935), mais conhecido como Fernando Pessoa, foi um poeta e escritor português.
É considerado um dos maiores poetas da Língua Portuguesa, e da Literatura Universal, muitas vezes comparado com Luís de Camões. O crítico literário Harold Bloom considerou a sua obra um "legado da língua portuguesa ao mundo".

Por ter sido educado na África do Sul, para onde foi aos seis anos em virtude do casamento de sua mãe, Pessoa aprendeu perfeitamente o inglês, língua em que escreveu poesia e prosa desde a adolescência. Das quatro obras que publicou em vida, três são na língua inglesa. Fernando Pessoa traduziu várias obras inglesas para português e obras portuguesas (nomeadamente de António Botto e Almada Negreiros) para inglês.

Ao longo da vida trabalhou em várias firmas comerciais de Lisboa como correspondente de língua inglesa e francesa. Foi também empresário, editor, crítico literário, jornalista, comentador político, tradutor, inventor, astrólogo e publicitário, ao mesmo tempo que produzia a sua obra literária em verso e em prosa. Como poeta, desdobrou-se em múltiplas personalidades conhecidas como heterónimos, objeto da maior parte dos estudos sobre sua vida e sua obra. Centro irradiador da heteronímia, auto-denominou-se um "drama em gente". Fonte: Wikipédia

Ficha pessoal 

Ficha pessoal, também referida como nota autobiográfica, intitulada no original "Fernando Pessoa", dactilografada e assinada pelo escritor em 30 de Março de 1935 (em algumas edições está 1933, por lapso). Publicada pela primeira vez, muito incompleta, como introdução ao poema À memória do Presidente-Rei Sidónio Pais, editado pela Editorial Império em 1940. Publicada em versão integral em Fernando Pessoa no seu Tempo, Biblioteca Nacional, Lisboa, 1988, pp. 17–22.


FERNANDO PESSOA
Nome completo: Fernando António Nogueira Pessoa.
Idade e naturalidade: Nasceu em Lisboa, freguesia dos Mártires, no prédio n.º 4 do Largo de S. Carlos (hoje do Directório) em 13 de Junho de 1888.
Filiação: Filho legítimo de Joaquim de Seabra Pessoa e de D. Maria Madalena Pinheiro Nogueira. Neto paterno do general Joaquim António de Araújo Pessoa, combatente das campanhas liberais, e de D. Dionísia Seabra; neto materno do conselheiro Luís António Nogueira, jurisconsulto e Director-Geral do Ministério do Reino, e de D. Madalena Xavier Pinheiro. Ascendência geral: misto de fidalgos e judeus.
Estado civil: Solteiro.
Profissão: A designação mais própria será "tradutor", a mais exacta a de "correspondente estrangeiro" em casas comerciais. O ser poeta e escritor não constitui profissão, mas vocação.
Morada: Rua Coelho da Rocha, 16, 1º. Dto. Lisboa. (Endereço postal - Caixa Postal 147, Lisboa).
Funções sociais que tem desempenhado: Se por isso se entende cargos públicos, ou funções de destaque, nenhumas.
Obras que tem publicado: A obra está essencialmente dispersa, por enquanto, por várias revistas e publicações ocasionais. É o seguinte o que, de livros ou folhetos, considera como válido: "35 Sonnets" (em inglês), 1918; "English Poems I-II" e "English Poems III" (em inglês também), 1922; livro "Mensagem", 1934, premiado pelo "Secretariado de Propaganda Nacional" na categoria Poema". O folheto "O Interregno", publicado em 1928 e constituído por uma defesa da Ditadura Militar em Portugal, deve ser considerado como não existente. Há que rever tudo isso e talvez que repudiar muito.
Educação: Em virtude de, falecido seu pai em 1893, sua mãe ter casado, em 1895, em segundas núpcias, com o Comandante João Miguel Rosa, Cônsul de Portugal em Durban, Natal, foi ali educado. Ganhou o prémio Rainha Vitória de estilo inglês na Universidade do Cabo da Boa Esperança em 1903, no exame de admissão, aos 15 anos.
Ideologia Política: Considera que o sistema monárquico seria o mais próprio para uma nação organicamente imperial como é Portugal. Considera, ao mesmo tempo, a Monarquia completamente inviável em Portugal. Por isso, a haver um plebiscito entre regimes, votaria, embora com pena, pela República. Conservador do estilo inglês, isto é, liberal dentro do conservantismo, e absolutamente anti-reaccionário.
Posição religiosa: Cristão gnóstico e portanto inteiramente oposto a todas as igrejas organizadas e, sobretudo, à Igreja Católica. Fiel, por motivos que mais adiante estão implícitos, à Tradição Secreta do Cristianismo, que tem íntimas relações com a Tradição Secreta em Israel (a Santa Kabbalah) e com a essência oculta da Maçonaria.
Posição iniciática: Iniciado, por comunicação direta de Mestre a Discípulo, nos três graus menores da Ordem dos Templários de Portugal.
Posição patriótica: Partidário de um nacionalismo místico, de onde seja abolida toda a infiltração católico-romana, criando-se, se possível for, um sebastianismo novo que a substitua espiritualmente, se é que no catolicismo português houve alguma vez espiritualidade. Nacionalista que se guia por este lema: "Tudo pela Humanidade; nada contra a Nação".
Posição social: Anti-comunista e anti-socialista. O mais deduz-se do que vai dito acima.
Resumo de estas últimas considerações: Ter sempre na memória o mártir Jacques de Molay, Grão-Mestre dos Templários, e combater, sempre e em toda a parte, os seus três assassinos - a Ignorância, o Fanatismo e a Tirania.
Lisboa, 30 de Março de 1935.
Fernando Pessoa [assinatura autógrafa]
Fonte: Cópia do original dactilografado e assinado existente na Coleção do Arquiteto Fernando Távora.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Ouça seu coração




Ouça seu coração com cuidado e se ele estiver feliz, ouça mais, para não correr o perigo de deixá-lo demais em paz. Já se ele estiver triste, cuidado, nunca culpe primeiramente o outro, veja primeiro onde você mesmo vem errando, para depois apontar onde os dois erraram. Lembre-se que seu coração é vivo e que para morrer leva tempo, começando com o que mantém ele batendo, mais forte, como fosse para sempre.

Ouça seu coração, antes de dormir, ao acordar, durante o dia e não, ele não precisa ser lembrado 24 horas, mas precisa ser todo dia. Você já viu aquelas pessoas, que guardam um pedaço daquele doce gostoso para o outro, pois é, elas estão tão conectadas, que guardam um pouco de tudo que é bom para o seu coração. E não é para serem lembradas depois, é porque adoram o sorriso do agora, mesmo que digam, "Não precisava!".

Ouça seu coração sempre, mas lembre-se que se ele começar a lhe fazer chorar demais, pode ser hora dele mudar, mesmo que pareça não querer, afinal ele acredita em você. Mas se você o ouvir bem, saberá quando canta também e terá certeza do que ele quer para ser feliz. Saberá quando o carinho é preciso e o abraço é esperado, então ele retribuirá batendo tão forte, que  fará você dançar.

Ouça seu coração, cante com ele, sonhe junto e o presenteie com o melhor de você. Lembre-se que os presentes comprados são  tão supérfluos que ficam no passado, então os compre de coração para coração e nunca por obrigação. Também lembre-se de fazer de todos os dias um dia especial, pois as lembranças que ficam nele, para sempre, são as mais fortes que você o fez sentir.

Ouça seu coração e ame!


Joakim Antonio


Desejo a todos um eterno dia dos namorados!



O Dia dos Namorados ou Dia de São Valentim é uma data especial e comemorativa na qual se celebra a união amorosa entre casais sendo comum a troca de cartões e presentes com simbolismo de mesmo intuito, tais como as tradicionais caixas de bombons. No Brasil, a data é comemorada no dia 12 de junho. Em Portugal também acontecia o mesmo até há poucos anos, mas atualmente é mais comum a data ser celebrada em 14 de Fevereiro.

No Brasil, a data é comemorada no dia 12 de Junho por ser véspera do 13 de Junho, Dia de Santo António, santo português com tradição de casamenteiro. A data provavelmente surgiu no comércio paulista, quando o comerciante João Dória trouxe a ideia do exterior e a apresentou aos comerciantes. A ideia se expandiu pelo Brasil, amparada pela correlação com o Dia de São Valentim - que nos países do hemisfério norte ocorre em 14 de fevereiro e é utilizada para incentivar a troca de presentes entre os apaixonados. Fonte: Wikipédia


Imagem 1: Listen your heart by Silvery Lily
Imagem 2: Day 216 Valentine's Day by CatoKusanagi

Julian Treasure: 5 maneiras de ouvir melhor (TED Talks)




"Gastamos cerca de 60% do nosso tempo de comunicação ouvindo, mas não somos muito bons nisso. Nós retemos apenas 25% daquilo que ouvimos" 

Julian Treasure


Em nosso mundo cada vez mais ruidoso, diz o especialista em som Julian Treasure, "Nós estamos perdendo nossa habilidade de ouvir."

Nesta palestra curta e fascinante, Treasure compartilha cinco maneiras de re-afinar seus ouvidos para uma escuta consciente -- para as outras pessoas e o mundo ao seu redor.


Tradução: Nadja Nathan
Revisão: Isabel Villan




Julian Treasure é o presidente da Sound Agency, uma empresa que assessora empresas no mundo todo - escritórios, lojas, hotéis - sobre como usar o som.

Ele nos pede para prestar atenção aos sons que nos rodeiam. Como é que eles nos fazem sentir: produtivo, estressado, energizado, ávido?

Treasure é o autor do livro Sound Business e mantém um blog de mesmo nome que trata de questões sobre o som.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Concursos Literários - Textos & Livros Premiados




Em paralelo ao projeto Concursos Literários foi lançado em  março o Textos & Livros Premiados,
com o intuito de abrir espaço para a publicação de textos e livros selecionados em concursos literários.

Apresentação:

O Textos & Livros Premiados foi criado com o propósito de dar espaço para os autores divulgarem suas obras premiadas e, principalmente, para que autores e leitores possam acompanhar um panorama das obras que tiveram seus méritos reconhecidos através de certames literários realizados pelo Brasil e por todo o mundo.

O blog permanecerá aberto aos comentários, a fim de estimular o debate acerca das obras apresentadas.

Esperamos que esta iniciativa contribua para a formação crítica de leitores e para a divulgação das obras de autores que, apesar de ostentarem currículos consideráveis, ainda são pouco conhecidos pelo público em geral.


Como publicar:

O blog publicará textos e livros selecionados em concursos e prêmio literários. Serão aceitas obras em qualquer gênero e que tenham obtido classificação, menção honrosa, indicação como finalista ou seleção para publicação.

No caso dos textos, podemos publicar o texto na íntegra ou, dependendo do tamanho do texto e da vontade do autor, um link para o mesmo. No caso dos livros, podemos divulgar apresentação ou sinopse e links para download ou compra.

Juntamente com a obra, será divulgado o nome (ou nome artístico) do autor, o ano da seleção, o concurso literário, a instituição organizadora do concurso e a classificação obtida. O autor também pode optar por divulgar seu e-mail e o endereço de seu blog ou site.


Para enviar as obras, os dados pessoais e os dados do concurso, os autores devem utilizar o formulário disponível no seguinte endereço:

- http://textospremiados.blogspot.com.br/p/formulario-de-envio.html


Fonte: http://textospremiados.blogspot.com.br

Documentário - José de Alencar: o múltiplo. (Mestres da Literatura)



Sinopse

O programa reconstitui a vida e a obra do escritor cearense que marcou a vida literária do Rio de Janeiro na segunda metade do século 19. Desde a casa em que nasceu nos arredores de Fortaleza até os seus sucessos como cronista, romancista e dramaturgo na corte imperial, a vida de Alencar é narrada, com ênfase para as principais obras que produziu. Destacam-se as imagens das páginas de jornal com o folhetim que se tornaria o seu primeiro romance, O Guarani, bem como um desenho animado com o final daquela história de amor. São também relatados os episódios que envolveram a carreira de Alencar no teatro, reconhecida como fundamental para a consolidação da escola realista no Brasil. Essa conturbada história de vida e o talento literário de Alencar são comentados por alguns dos mais renomados especialistas na sua obra e pontuados pela reconstituição dramática de sua presença em locais como a Vista Chinesa, na floresta da Tijuca, no Rio, e o Teatro José de Alencar em Fortaleza.

Ficha Técnica

Equipe Polo de imagem
Roteiro e Direção: Luiz Fernando Ramos
Produção Executiva: Malu Viana Batista
Coordenação de Produção: Marcia Lima
Direção de Fotografia: André Macedo
Edição e Animações: Ciro Bueno
Desenhos Originais: Belo Malavoglia
Design Gráfico: Eduardo Gurman, Fernando Nogueira
Trilha Sonora Original: Trex/M3
Narração: Valvênio Martins de Almeida
Apresentação: Luiz Fernando Ramos
Ator: Adriano Alves Pinto

Equipe TV Escola
Direção de Produção: Antonio Augusto Silva
Coordenação de Programação: Rogério Soares
Coordenação de Material Didático: Vera Maria Arantes

Produção
Marilda Cabral



Para mais vídeos visite meu canal no Youtube

sábado, 9 de junho de 2012

Intensificação - Retratos da Alma




Intensificação, coluna Palavra Expressa no site Retratos da Alma




Tensiono a testa

tensiono a mandíbula

tensiono a língua



Tenciono dizer

(...)

Tensiono o coração

tensiono o corpo

tensiono a alma



Tenciono....




Clique abaixo para ler o texto completo


sexta-feira, 8 de junho de 2012

Belchior - Nossa Língua Portuguesa



Professor Pasquale entrevista o cantor e compositor Belchior no programa Nossa Língua Portuguesa, falando sobre suas composições.

Vídeo completo no site Domínio Público http://www.dominiopublico.gov.br/

Título: Nossa Língua Portuguesa
Autor: Ministério da Educação
Categoria: TV Escola - Língua Portuguesa
Idioma: Português
País: Brasil

Obs.: Editado por Joakim Antonio para retirada da chamada e parte final de gramática, que usam alguns segundos de música, como exemplo, cujo os direitos autorais são reivindicados pela gravadora.

Para mais vídeos visite meu canal no Youtube

Malabar






Seu eu escrevo eu não visito
se eu visito eu não escrevo
se eu vivo on a vida passa
se eu vivo off eu desapareço

Difícil conciliar trabalho e estudo
correr atrás de sonhos loucos
tentar ser alguém de bem
facebookear, twittar, blogar

Mas eu ainda confio em mim
e em todos vocês
e quando eu não respondo
Sorry, não é por querer

Saindo correndo pro trabalho
levando na mão o estudo
no coração suas palavras
na ponta do lápis o mundo

Joakim Antonio


Imagem: Going straight for the juggler by Tomsnell

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Ray Bradbury (1920 - 2012) - Sua prosa estabeleceu novo paradigma para o gênero (Folha De S.Paulo, 7 Jun 2012, PageA15)


Morreu ontem, 06 de junho de 2012, em Los Angeles, nos Estados Unidos, o escritor americano Ray Bradbury, aos 91 anos. Famoso por seus livros de ficção científica, Bradbury também era arquiteto e poeta.


Sua prosa estabeleceu novo paradigma para o gênero
BRAULIO TAVARES ESPECIAL PARA A FOLHA BRAULIO TAVARES é escritor e compositor. Publica no blog Mundo Fantasmo ( mundofantasmo. blogspot. com)
Folha De S.Paulo
7 Jun 2012

A ficção científica se consolidou ao longo de umséculo como uma literatura de enredo, e não de estilo. As histórias e imagens do gênero são surpreendentes e requerem do leitor certa adaptação mental. Uma prosa elaborada ou vanguardista demais pode bloqueá- lo.

Diferentemente do que ocorre com assuntos minimalistas ou familiares, que permitem à prosa as cambalhotas que bem entender, enredos extraordinários pedem limpidez, para que o insólito se perceba por inteiro. Ao surgir, com “As Crônicas Marcianas” ( 1950), “The Illustrated Man” ( 1951), “Fahrenheit 451” ( 1953) e outros, Ray Bradbury desmentiu essa regra, mas com um desmentido que escancarava uma terceira via. Era a prosa mais elaborada que o gênero vira até então

(...)

Embora seu nome esteja ligado à ficção científica, Bradbury foi o grande poeta do que se chama fantasia tenebrosa (“dark fantasy”), que mescla lirismo e terror. Em livros como “The Dark Carnival” ( 1947), “O País de Outubro” ( 1955), “O Licor de Dente- de- Leão” ( 1957) e “Algo Sinistro Vem Por Aí” ( 1962), cristalizou esse gênero, que hoje floresce nos quadrinhos de Neil Gaiman, romances de Jonathan Carroll, contos de Harlan Ellison ou filmes de Tim Burton...read more...

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