quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Precisamos de blogueiros - Scenarium Livros artesanais


ATENÇÃO!

Está aberta a temporada para novos parceiros da Scenarium livros artesanais...

Precisamos de blogueiros comprometidos e criativos para nos ajudar com as divulgações.

É necessário:

— Blogue atualizados periodicamente
— Conteúdo literário
— Escrever resenhas

E ai, gostou?
Para se candidatar, mande seu portfólio para o e-mail scenariumplural@gmail.com

Enviaremos um e-mail de confirmação.
A data final para mandar seu portfólio é dia 30/12.

Então corra!

https://www.facebook.com/scenariumlivrosartesanais/

domingo, 3 de dezembro de 2017

Concursos Literários do Mês de Dezembro




Concursos Literários do Mês de Dezembro de 2017 

Confira também a lista completa dos Concursos do Ano e a lista das Seleções Permanentes.

As datas nos tópicos referem-se ao prazo limite para realizar a inscrição.

Legenda:
$ - Prêmio em dinheiro
@ - Inscrição pela internet
# - Voltado a público restrito


domingo, 26 de novembro de 2017

Caminho



Em passo tribais, sou natureza. A grande tartaruga e o mundo em arte, sobre suas costas. Busco me encontrar em cada ato. Rastreio minha cor no asfalto, mas ela falta. Entre árvores de cimento e janelas mágicas brilhantes das ocas de pedra - já para o natal, me desencanto. Passo de borboleta a lagarta e me arrasto, querendo algo mais. Minha tribo não me satisfaz, tem caciques demais e Xamãs de menos. Então, mudo do local, busco voz longe dos galhos de fios, mais perto da água, aumentando o azul do céu. Mas sinto que ainda não é minha cor. Já com o encanto do mar, ouso voar, aperfeiçoar minha visão, ver o outro lado do mar. Agora o clima é noir. As cores não são quentes como no meu lar. A casca usada é pesada e muita, até alguns olhares são frios. Mas por dentro me encontro, sentindo um vislumbre do que virá. Passo a aceitar novas cores, ensinos, amores e o que pintar. Sem perceber, o Tempo brinca e viaja comigo, retorno e me vejo em casa. Seu presente, grandes asas. Só assim vejo o todo. E noto. Uma menina passando e a cor dos seus olhos. Um papagaio que repete, Seja, infinitamente. A folha rasgada de um livro antigo, com o Santa Claus original. O mar, em um tom além do azul. O cabelo de outra menina, num tom incomum. E penso em árvores, pássaros, frutas e maturação. Encontrando rotas, onde só veem paredes. E meu coração bate forte. Ao encontrar a palavra certa, para sua cor.

Verde!

Joaquim Antonio


Imagem: Jeannette Priolli - série " VERDES " 2017
1.50 m. x 1.50 m. x 0.10 m. acríclica s/ tela

domingo, 12 de novembro de 2017

Concursos Literários do Mês de Novembro




Concursos Literários do Mês de Novembro de 2017 

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domingo, 1 de outubro de 2017

Concursos Literários do Mês de Outubro de 2017




Concursos Literários do Mês de  Outubro de 2017 

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segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Transpassando




Poesia

Transpassa qualquer compartimento e por não ter, em sua essência, nada que lhe tolha a forma. Se achega, se amolda, transforma.

Joakim Antonio


Imagem:  Azzurro by ValentinaWhite

domingo, 20 de agosto de 2017

Com a palavra, O poeta - Descortinando Cora Coralina (poeta)

Mulher sertanejalivre, turbulenta, cultivadamente rude...


Cora Coralina, de Goiás

Este nome não inventei, existe mesmo, é de uma mulher que vive em Goiás: Cora Coralina.

Cora Coralina, tão gostoso pronunciar esse nome, que começa aberto em rosa e depois desliza pelas entranhas do mar, surdinando música de sereias antigas e de dona Janaína moderna.

Cora Coralina, para mim a pessoa mais importante de Goiás. Mais do que o Governador, as excelências parlamentares, os homens ricos e influentes do Estado. Entretanto, uma velhinha sem posses, rica apenas de sua poesia, de sua invenção, e identificada com a vida como é, por exemplo, uma estrada.

Na estrada que é Cora Coralina passam o Brasil velho e o atual, passam as crianças e os miseráveis de hoje. O verso é simples, mas abrange a realidade vária. Escutemos:

"Vive dentro de mim/ uma cabocla velha/ de mau olhado,/acocorada ao pé do borralho, olhando pra o fogo." "Vive dentro de mim/a lavadeira do rio Vermelho. Seu cheiro gostoso d'água e sabão." "Vive dentro de mim/a mulher cozinheira. Pimenta e cebola. Quitute bem-feito." "Vive dentro de mim/a mulher proletária./Bem linguaruda,/desabusada, sem preconceitos." "Vive dentro mim/a mulher da vida./Minha irmãzinha.../tão desprezada /tão murmurada...".

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Estrelando



Minúscula flor
maiúsculo floco
estrela do inverno

Joakim Antonio 



Imagem: https://www.instagram.com/poetajoakimantonio/

domingo, 13 de agosto de 2017

Sua Mão - Dia dos Pais



Pai, me dê sua mão, para que eu a segure daquele mesmo modo, quando nos vimos pela primeira vez.
Pai, afague meus cabelos, nesse dia sozinho, porque ando precisando tanto, muita mais do que queria.
Pai, me pegue no colo, de novo, para que eu sinta, mesmo em sonhos, o calor dos braços teus.
Pai, canta uma canção, sem se preocupar se é hipocritamente correta, aquela mesma, do boi da cara preta.
Pai, me ensina contar mais, já separei nosso papel do açougue e a caneta piloto, só falta você aqui.
Pai, fala meu nome, de novo, de novo e de novo, o seu neguinho continua aqui, esperando você acordar.
Pai, eu sei, é que faz tanto tempo, são tão poucas lembranças, mais sentimentos e menos palavras.
Pai, comemoramos tão pouco, apenas 6 anos, mas estou feliz com o que pôde me ensinar.
Pai, eu estou seguindo o caminho, acertando e errando, mas sorrindo, assim como você fazia.
Pai, dá um abração no nosso outro Paizão aí e diz obrigado, por ter deixado conhecê-lo antes de partir.
Pai, não se preocupe, ainda sinto sua mão, sempre mais forte, me guiando e ensinando a escrever.

Pai 

Parabéns e Obrigado

Eu Te Amo


Joakim Antonio


Parabéns a todos os pais e pessoas que fazem, ou evocam o papel de pai. Todos os dias você merecem ouvir, "Eu te amo!". 

sábado, 12 de agosto de 2017

Um minuto de silêncio - A noite dos poetas assassinados



Quando um poeta morre, a natureza cala-se.


Joakim Antonio


      A noite dos poetas assassinados


© Jane Bichmacher de Glasman*

      O ano é 1952, último ano da vida de Stalin. O lugar, Rússia, União Soviética. O dia, 12 de agosto. Mais especificamente, a noite de 12 para 13 de agosto de 1952.
      Nesta data, cerca de 15 judeus soviéticos, incluindo os mais proeminentes escritores, poetas, e artistas judeus russos de língua ídishe foram secretamente julgados e condenados por crimes capitais, incluindo traição, espionagem e nacionalismo burguês.
      Eles eram visados devido à sua participação no Comitê Anti-Fascista Judaico e à sua resposta como judeus às atrocidades nazistas no território soviético ocupado.
      Nesta noite eles foram executados por ordem de Josef Stalin, no calabouço da infame prisão da praça Lubyanka em Moscou.
      Entre as vítimas estavam Peretz Markish, David Bergelson, Itzik Fefer, Leib Kvitko, David Hofstein, Benjamin Zuskin, Solomon Lozovsky, Boris Shimeliovich Dovid Bergelson e Der Nister.
      A data é lembrada como a “noite dos poetas assassinados.”

Itzik Fefer, Albert Einstein e Solomon Mikhoels, em 1943

      Seus escritos mostram pouco da nostalgia ou devoção que vemos nas descrições da cultura ídishe[1] o pré-Holocausto. Todos eles - os poetas Peretz Markish, Dovid Hofshteyn, Itzik Fefer, Leyb Kvitko e o novelista Dovid Bergelson - assistiram a Revolução soviética em 1917. A maioria havia se mudado do shtetl[2], das aldeias da Pale[3], para Kiev e Moscou, em busca de liberdade intelectual e artística no fervor do modernismo do princípio do século XX. Todos apoiaram o estado comunista emergente.

Ouvimos sua vibração na abertura do poema[4] sem título de Markish:

Eu não sei se eu estou em casa
ou desabrigado.
Estou correndo, minha camisa
sem botões, sem limites, ninguém
me segura, sem começo,
sem fim
meu corpo é espuma
cheiro de vento
Agora 
é meu nome.

Seu sentido do futuro ecoa na estrofe do poema “Cidade” de Hofshteyn:

Cidade!
Eu cheguei em teu porto
no navio de minha solidão.
O navio de minha solidão…
Eu lavei suas velas
nos ventos…
Elas definharam e rasgaram
nos comprimentos e nas larguras
do mundo.

      Eram férteis escritores. Após anos no exterior, em Berlim e na Palestina, de 1923 a 1926, Hofshteyn retornou à União Soviética e publicou numerosos volumes de poesia e traduções. Markish fundou o movimento ídishe modernista conhecido como Khaliastre durante seus anos em Varsóvia. Após seu retorno à Rússia, foi-lhe concedido o Prêmio Lênin de Literatura em 1939. Fefer editou os jornais ídishes Prolit e Desafio e tornou-se membro da União de Escritores Soviéticos. Em 1943, viajou aos Estados Unidos com o ator Solomon Mikhoels atraindo audiências maciças em Nova York em apoio ao trabalho da liga Anti-Fascista.

Por que eles foram assassinados?

      Todos estavam relacionados ao Comitê Anti-Fascista Judaico, estabelecido em 1942 pela União Soviética para atrair o apoio das comunidades judaicas dos Países Aliados na guerra contra Hitler. Com o fim da guerra, a organização já não era mais útil a seus propósitos. Stalin, como soía fazer, virou-se contra seus líderes. Prendeu a maioria entre 1948 e 1949, levou a julgamento em 1952 – culminando com sua execução na noite de 12 de agosto no porão da prisão Lubyanka.
      As mortes destas figuras centrais na literatura ídishe soviética representaram novo golpe à cultura judaica já devastada pelo Holocausto. Silenciaram o núcleo remanescente de intelectuais ativos politicamente e excluíram presumir que tal cultura pudesse sobreviver na Rússia pós-guerra.
      É difícil para alguns de nós recordar agora o otimismo inicial inspirado pela revolução soviética. Tendemos a ter pouca simpatia pelos escritores que compuseram cantos para os trabalhadores ou para Stalin, como vários destes homens.
      Mas com isto nós nos esquecemos de nossas próprias vidas: como nos comprometemos para ganhar a vida; como um ano se transforma 5, em 10; como permanecemos em um trabalho ou em um relacionamento demasiado longo, sem esperança, ou porque nós amamos.
      Esquecemos também das difíceis opções dos artistas judeus daquela época, já estranhos às suas tradições, que não obstante criaram um lar, tentando realizar em alguma medida sua esperança. E esquecemos da ruína gradual mas catastrófica forjada por Stalin.

Uma voz mais pungente para o que foi perdido pode ser ouvida no clamor de Hofshteyn:

Meu amor, meu amor puro!
uma chamada a que sempre atentei
muda, carreguei-a
mil dias:
acima da cabeça cinzenta de meu povo,
para ser
um brilho jovem!

Brilho desperdiçado: interrompido, silenciado e recordado como o que se torna tão distante...
Honremos sua memória com alguns versos destes poetas.

Como seu fim, profética e tragicamente anunciado por Kvitko, em 1919, em “Morte Russa”:

Morte russa

é toda a morte.
Dor russa
é toda a dor.
Como está agora o coração do mundo?
E a sua ferida purulenta?
Pergunta a uma criança.
Pergunta a uma criança judia.

Publicado em Visão Judaica Ed. 62, outubro de 2007. (PDF)

* Doutora em Língua Hebraica, Literaturas e Cultura Judaica -USP, Professora Adjunta, Fundadora e ex-Diretora do Programa de Estudos Judaicos –UERJ, escritora.

[1] Ídishe- idioma judaico originado do alemão grafado em caracteres e com muitos vocábulos hebraicos.

[2] Shtetl (do ídishe: cidadezinha) é o nome ídishe das cidades judaicas na Europa oriental (Polônia, Rússia, Belarus 
etc.). 
[3] Sob o governo czarista, os judeus não tinham permissão para viver fora do Território de Assentamento (Pale), uma região da Rússia, onde, até 1907, massacres eram uma ocorrência comum. 
[4] Os poemas foram traduzidos pela autora deste artigo. Para ler mais deles e sobre eles contate a mesma. 


Para saber mais:

Português

  • Judeus na União Soviética (1917-1991) em Cybersio

English

  • Night of the Murdered Poets, with more links in Wikipedia


Imagens:

1. Silence by fokkusunm
2. Itsik Fefer and Shlomo Mikhoels meet with Albert Einstein. Princeton, 1943. (YIVO Archives)

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Linhas marcadas


Mundo de linhas, retas e obtusas.

Repleto de avisos, a nos incomodar.

Proibido Estacionar.


Joakim Antonio



Imagem: https://www.instagram.com/poetajoakimantonio/


quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Mudanças



Eu faço o que todos fazem

Pouco muda

Eu faço o que poucos fazem

Muda tudo





Imagem: This could change the world by Angelaart

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Reza asas



Rezo asas
sopro desejos
canto provocação

Trazei-me
novas loucuras
além da imaginação

Joakim Antonio

Imagem: You're My Butterfly by GeheimnisBild

sábado, 5 de agosto de 2017

Cercados




Andamos tão cercados, que não sei mais de que lado estou. 

Joakim Antonio 


Imagem: https://www.instagram.com/poetajoakimantonio/

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Espreitando



Colocaram uma torre de celular, ao lado da igreja.
Onde Deus está, o Diabo sempre espreita. 


Joakim Antonio


Imagem by JoaKim

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Reta


Investiu toda grana num curso de corte e costura, mas perdeu a vaga por conta de uma escoliose!

Joakim Antonio


Imagem: Cartaz com oportunidade de emprego: Costureira (reta)

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Folhas raras


Hoje em dia, não é qualquer um que penetra no segredo da árvore, preferem terrenos abertos, sem grama molhada, ao cheiro de relva e fruto, a ponto de colher. Não sabem o sabor do mel, não chupam manga sem guardanapo e não se lambuzam no querer. Parecem ter dedos a menos e mãos frágeis demais, sem calos pro que importa, perdendo a força de ser.

Não sabem mais como plantar, nem tampouco colher.

Joakim Antonio
 


Photo by Olga Zavershinskaya

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Apontados



Cortaram-lhes
os pulsos
de modo errado

Cortaram-lhes
na carne
até a alma

Cortaram-lhes
a visão
dos intentos

Cortaram-lhes
na frente
dos dois lados

Eunucos do espírito
restou apontar
sem parar

Joakim Antonio


Photo by Sinan Arslan

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Concursos Literários do Mês de Agosto de 2017




Concursos Literários do Mês de Agosto de 2017 

Confira também a lista completa dos Concursos do Ano e a lista das Seleções Permanentes.

As datas nos tópicos referem-se ao prazo limite para realizar a inscrição.

Legenda:
$ - Prêmio em dinheiro
@ - Inscrição pela internet
# - Voltado a público restrito


Lista dos concursos em aberto - Agosto



* Se ainda der tempo, confira os concursos do Final do Mês anterior.

* Confira também os Concursos do Ano, a lista das Seleções Permanentes e o site Falando de Trova.

Legenda:
$ - Prêmio em dinheiro          @ - Inscrição pela internet          # - Voltado a público restrito

As datas nos tópicos referem-se ao prazo limite para realizar a inscrição.

Agosto


- 01.08.2017 - Prémio Literário António Cabral (Livros Inéditos - Poesias - $)

- 01.08.2017 - 33º Festival Poético de Cornélio Procópio

- 04.08.2017* - 29ª Noite Nacional da Poesia (#Brasil - $)

- 04.08.2017 - EntreContos - Desafio "Comédia" (@)

- 07.08.2017 - Concurso de Poesias Campo Mourão ($)

- 08.08.2017 - Prêmios Literários da Fundação Biblioteca Nacional (#Brasil - $)

- 10.08.2017 - Concurso Literário: #GoExplore (@)

- 10.08.2017 - Concurso Literário - Dia do Soldado (#MSeMT - @)

- 11.08.2017 - 3º Prêmio Nacional CEPE de Literatura (Livros Inéditos: Romance, Conto, Poesia e Infantojuvenil - $)

- 11.08.2017 - XIX FestCampos de Poesia Falada ($)

- 11.08.2017 - XXVII Concurso de Contos José Cândido de Carvalho(#Brasil - $)

- 11.08.2017 - Prêmio Barueri de Literatura (#Brasil - $)

- 15.08.2017 - Prêmio Miau de Literatura (Poesia e Prosa - @)

- 15.08.2017 - Antologia - 200 Trovas sobre Rapariga (#Brasil - @)

- 15.08.2017 - 35º Concurso Literário Yoshio Takemoto ($)

- 16.08.2017 - Prêmios Literários da Fundação Cultural do Pará (#Brasil - Livros Inéditos)

- 18.08.2017 - XI Festival de Poemas de Pindamonhangaba (#Brasil - @)

- 18.08.2017 - I Prêmio Nacional de Poesia SPA - Troféu Agenor Santos(#Brasil - @)

- 20.08.2017 - IV Concurso de Microcontos do IFSP - Campus Araraquara(@)

- 30.08.2017 - Prêmio Bunkyo de Literatura (#Brasil - Livros Publicados)

- 31.08.2017 - Prêmio Academia Rio-Grandense de Letras (#RS - Livro Publicado)

- 31.08.2017 - Concurso de Poesias Varal Verde - Itanhém-SP

- 31.08.2017 - Prêmio Moutounnée de Poesia (@ - $)

- 31.08.2017 - 1° Concurso de Haicai de Toledo – Kenzo Takemori (@)

- 31.08.2017 - Prêmio Paraná de Literatura (#Brasil - Livros inéditos - Contos, Poesias e Romances - @ - $)

- 31.08.2017 - Concurso Veredas da Poesias - Ano V (#Brasil - @)

- 31.08.2017 - 28º Concurso de Contos Paulo Leminski ($)

- 31.08.2017 - XII Concurso Literário da ALEPON “Prof. Mário Clímaco”(@ - Poesias e Crônicas)

- 31.08.2017 - Prémio Literário Santos Stockler (Contos - $)

domingo, 30 de julho de 2017

Iluminador vaginal



Iluminador vaginal? Menina, até vestida teu corpo brilha chamando.

Desodorizador vaginal? Menina, seu cheiro atiça minha libido, o olfato é quase língua.

Depilação definitiva? Menina, apesar de te chamar desse jeito, você pode sim, parecer mulher.

Clareador anal? Menina, eu não priorizo cores, cada corpo tem seu tom.

Pra que tudo isso afinal? Se você deseja, que seja. Mas se é só porque as outras fazem, pare.

Dificilmente vi alguma menina, com algum problema por falta de algo acima. Mas sempre vejo as que já foram chamadas a atenção pelo médico, por, pasmem, se limpar demais.

Cuidado com os exageros!

E pra complementar, lembre-se: poucos caras vão reclamar que sua calcinha é bege ou grande, se muito, só os moleques o farão.

Beijos, lá!

Joakim Antonio


"Maquiagem para a vagina" é lançada e gera polêmica;

Além de prometer rejuvenescer a pele da região íntima e "disfarçar imperfeições", o iluminador vaginal também confere um "brilho iridescente" para a vulva."

Fonte: Delas - iG @ http://delas.ig.com.br/amoresexo/2017-07-25/iluminador-para-vagina.html



Imagem: Iluminador para vaginas (Foto: Reprodução/Instagram)

sábado, 29 de julho de 2017

Poesia viva



Se soubesse, pulava e caía leve, feito bailarino. Mas aí não transpassaria o espaço, não faria do tempo, menos cansaço. Poetas são peso de papéis, seguram poemas na boca, andando por linhas de fel e céu. Tentando passar incólumes, por entre paus e pedras, que eles mesmos se cercaram. A maioria diz, que isso não interessa a ninguém. Mas eu gosto de ver a poesia respirando, enquanto dorme e pensar, está viva e passa bem.

Amém!

Joakim Antonio
Photo by Morgana "zuccheronero"
Model: Giorgia

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Aprontando




Saio piando
quebrando cascas

Ando capengando
acumulando penas

Caio chorando
crescendo asas

Mas não engano
sou isto

Quando pronto
sei voar

Joakim Antonio


Imagem by Lorelyne
France

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Sempre


Sempre exposto
até o osso
da canela
sendo batida
onde não pensam nela

Sempre torto
até o raso
do bolso
sendo furado
onde não pensam nele

Sempre bobo
até o fundo
da alma
sendo sugada
onde não pensam nela

Sempre poeta
até no fim
do abismo
sendo pássaro
onde não pensam nisso


Joakim Antonio


Photo by Sergei Sarakhanov
Russia - rolleiflex 3.5t
ilford fp4 125

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Vestido de Papel - Sonho de Cerejeira - ZenOrigami MK



A cerejeira sonhou
Vestida de papel 
Conheceu o mundo



"SONHO de CEREJEIRA" papel garimpado de caixas e baús, dobras de Marcia Krone "ZenOrigami MK"  

poesia: Joakim Antonio
origami: ZenOrigami MK
mais em: www.facebook.com/milvezespapel


domingo, 16 de julho de 2017

Concursos Literários do Mês de Julho de 2017




Concursos Literários do Mês de Julho de 2017 

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Lista dos concursos em aberto - Julho



* Se ainda der tempo, confira os concursos do Final do Mês anterior.

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Julho


17.07.2017 - 13º Concurso Literário do Sintrajufe-RS (#Brasil - Contos e Poesias)

20.07.2017 - Chamada para Publicação - Revista Lavoura

21.07.2017 - Chamada para Publicação - Recorte Lírico

23.07.2017 - Concurso Trema de Literatura - Agosto (Prosas - @ - $)

25.07.2017 - Chamada para Publicação - Revista Marinatambalo

25.07.2017 - II Concurso Antares de Literatura - Prêmio Cartoneiro (Contos, Crônicas e Poemas)

28.07.2017 - 30º Concurso de Contos Cidade de Araçatuba (#Brasil - @ - $)

30.07.2017 - Chamada de Originais - Mariposa Cartonera

30.07.2017 - 52º Festival de Música e Poesia de Paranavaí - FEMUP (#Brasil - Contos e Poesias - @ - $)

30.07.2017 - e-Antologia - "Mitografias" (Contos - @)

31.07.2017 - Chamada para Publicação - Revista Aspas Duplas

31.07.2017 - I Concurso Talentos Brasileiros - Educandário Américo Mesquita (#Brasil)

31.07.2017 - Prémio Literário Fernando Leite Couto (#Moçambique - $)

31.07.2017 - Concurso Literário Alexandre O´Neill (#Constância-Portugal - $)

31.07.2017 - I Concurso de Trovas da ALBC (@)

sábado, 15 de julho de 2017

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Concursos Literários do Mês de Junho de 2017




Concursos Literários do Mês de Junho de 2017 

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Lista dos concursos em aberto - Junho



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Junho


05.06.2017 - 3º Prêmio Escriba de Crônicas (@ - $)

09.06.2017 - XL Concurso Literário Felippe D'Oliveira (#Brasil - Conto, Crônica e Poesia - $)

09.06.2017 - 15° Prêmio Literário Paulo Setúbal (#Brasil - $)

12.06.2017 - Concurso Literário Cidade Sombria (#GO - @ - $)

12.06.2017 - Prêmio Cataratas (#Brasil - @ - Contos e Poesias)

15.06.2017 - IV Concurso Literário UNIBAVE (#Orleans-SC)

14.06.2017 - Prêmio Cidade de Belo Horizonte (#Brasil - Livros Inéditos /- Contos e Poesias - $)

15.06.2017 - Revista Vacatussa n.º 12 (@ - $)

15.06.2017 - I Prêmio FLIBO de Literatura (#Brasil - @)

16.06.2017 - Prémio Literário Orlando Gonçalves - 20ª edição (Livros Inéditos - $)

20.06.2017 - XXV Concurso da Academia de Letras de São João da Boa Vista (Prosa e Poesia - @)

30.06.2017 - Antologia - Concurso Literário Mulheres Contistas (# - @)

30.06.2017 - Prêmio Pólen de Literatura (#Brasil - $)

30.06.2017 - VI Concurso de Poesias SESC Piedade (#NE-BR - $)

30.06.2017 - 1º Concurso Literário Abrace um Autor (@)

30.06.2017 - e-Antologia - Contos da Taverna (@)

30.06.2017 - XI Concurso Poesiarte (@)

30.06.2017 - e-Antologia - 2º Concurso Literário da Revista Litere-se (Microcontos - @)

30.06.2017 - Prêmio Literário da AMULMIG (Poesias e Prosas)

30.06.2017 - II Concurso ALAP “Paranavaí Literária” (#Brasil - @ - Poesias e Microcontos)

30.06.2017 - Prémio Internacional Books&Movies ($)

30.06.2017 - Prêmio Sesc de Crônicas Rubem Braga (#Brasil - $)

30.06.2017 - Prêmio SESC de Contos Machado de Assis (#Brasil - $)

30.06.2017 - 1º Concurso Novos Talentos da Literatura ”José Endoença Martins” (Obras inéditas: Romances, Contos, Poemas, Infantojuvenil, HQ)

domingo, 28 de maio de 2017

Karingana Wa Karingana - Descortinando José Craveirinha (poeta)


Baía de Maputo, Moçambique 

Quando o poeta nasce, se espalha. Ele nasce como todos e um dia descobre que tem olhos defeituosos, não consegue enxergar as cores como todos, não vê tons de peles como separação, a vida totalmente cinza, situações pretas. Muitas vezes pensam que ele tem olhos de gato, pois vê tudo, onde outros só vêm nada. Por isso ele luta contra quem açoita qualquer virtude humana, nunca deixando que outro de seu igual, lhe diga que é inferior. Ele resiste e mostra com atitudes e as palavras advindas, do que é feito o poeta.

Karingana wa karingana, José Craveirinha...

Joakim Antonio



KARINGANA UA KARINGANA*

Este jeito
de contar as nossas coisas
à maneira simples das profecias
— Karingana ua Karingana —
é que faz o poeta sentir-se
gente.

E nem
de outra forma se inventa
o que é propriedade dos poetas
nem em plena vida se transforma
a visão do que parece impossível
em sonho do que vai ser.

— Karingana!


*Obs. Fórmula clássica de iniciar um conto e que possui o mesmo significado de “Era uma vez”.



José João Craveirinha (Lourenço Marques, 28 de Maio de 1922 — Maputo, 6 de Fevereiro de 2003) é considerado o poeta maior de Moçambique. Em 1991, tornou-se o primeiro autor africano galardoado com o Prémio Camões, o mais importante prémio literário da língua portuguesa.

Autobiografia
«Nasci a primeira vez em 28 de Maio de 1922. Isto num domingo. Chamaram-me Sontinho, diminutivo de Sonto. Isto por parte da minha mãe, claro. Por parte do meu pai, fiquei José. Aonde? Na Av. Do Zihlahla, entre o Alto Maé e como quem vai para o Xipamanine. Bairros de quem? Bairros de pobres.
Nasci a segunda vez quando me fizeram descobrir que era mulato…

A seguir, fui nascendo à medida das circunstâncias impostas pelos outros.

Quando o meu pai foi de vez, tive outro pai: seu irmão.

E a partir de cada nascimento, eu tinha a felicidade de ver um problema a menos e um dilema a mais. Por isso, muito cedo, a terra natal em termos de Pátria e de opção. Quando a minha mãe foi de vez, outra mãe: Moçambique.

A opção por causa do meu pai branco e da minha mãe preta.

Nasci ainda outra vez no jornal O Brado Africano. No mesmo em que também nasceram Rui de Noronha e Noémia de Sousa.

Muito desporto marcou-me o corpo e o espírito. Esforço, competição, vitória e derrota, sacrifício até à exaustão. Temperado por tudo isso.

Talvez por causa do meu pai, mais agnóstico do que ateu. Talvez por causa do meu pai, encontrando no Amor a sublimação de tudo. Mesmo da Pátria. Ou antes: principalmente da Pátria. Por parte de minha mãe, só resignação.

Uma luta incessante comigo próprio. Autodidacta.

Minha grande aventura: ser pai. Depois, eu casado. Mas casado quando quis. E como quis.
Escrever poemas, o meu refúgio, o meu País também. Uma necessidade angustiosa e urgente de ser cidadão desse País, muitas vezes, altas horas a noite.» Fonte: Wikipédia
Obs.: Optei por deixar apenas as próprias palavras de José Craveirinha, pois há muito na rede para se pesquisar sobre ele, para um começo indico o ótimo site do poeta Antonio Miranda

Imagem usada na montagem: Radiating glow by Grevys, Baía de Maputo, Moçambique

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